sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Boas noticias para o sector das peças

Bruxelas obriga construtores a fornecer aos revendedores a informação para identificar peças

 Segundo as palavras de Philippe Jean, alto funcionário da Comissão Europeia, no Congresso da Figiefa.

Boas notícias para os distribuidores e fabricantes independentes de peças de substituição. Por ocasião do Congresso da Figiefa realizado recentemente em Varsóvia, Philippe Jean, Chefe da Unidade Automóvel da Direcção Geral de Empresas e Indústrias esclareceu a interpretação da Comissão Europeia, relativamente ao acesso à informação do construtor para a manutenção e reparação de veículos, de acordo com a recente norma 566/2011 e que com base no número VIN, permitirá a fácil e rápida identificação das peças por parte dos revendedores independentes. Cabe agora às associações nacionais e internacionais zelar pelos interesses dos seus associados pedindo aos construtores de automóveis de todos os estados-membros os seus planos relativamente ao estabelecimento de sistemas telemáticos que facilitem o acesso à informação.

Neste contexto, Philippe Jean frisou que a informação sobre os componentes dos veículos, isto é, todos os detalhes de peças de equipamento original identificadas pelo número VIN do veículo, é claramente parte da informação necessária para a reparação e manutenção dos veículos. Esta informação deve ser proporcionada aos operadores independentes segundo a norma 566/2011. Uma base de dados bem estruturada é a forma de acesso mais simples e que se encaixa no definido pela Directiva Europeia sobre Bases de Dados (CE) 96/9 e sublinhou que o acesso aos dados das peças dos veículos dos construtores necessários para a identificação, devem estar disponíveis aos operadores multimarcas que os solicitem, para os incorporarem nos seus sistemas informáticos ou então, devem estabelecer um sistema de acesso remoto á base de dados dos construtores. Mas ainda mais importante, Philippe Jean, foi mais além. Ele referiu que esses dados para identificar correctamente as peças devem estar disponíveis para os operadores independentes de forma a que na prática possam ser processados.